Como não começar esse post com a abertura do desenho animado que – assim como muitos outros – coloriu a minha infância? A rotina era deitar na cama dos meus pais junto com o meu irmão Cleber e assistir: Castelo Rá-Tim-Bum, O mundo de Beakman, Doug e as Aventuras de Tintim!
Essa história em quadrinhos foi criada por Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé (1907 – 1983), em 1929.
Tintim é um jornalista – olha que legal – e é praticamente o precursor do Indiana Jones, Lara Croft ou qualquer outro aventureiro de que se tem notícia.
Eis que fuçando a biblioteca aqui do bairro, quando eu tinha uns 11 anos de idade, percebi ali, em uma prateleira no canto, as revistinhas em quadrinhos. Logo eu, que achava que o Tintim era só o desenho (!).
Olha, eu queria agradecer do fundo do meu coração à pessoa que doou aquela coleção à biblioteca. Devorei, li e reli as histórias…
As revistas foram traduzidas para mais de 50 línguas e mais de 200 milhões de cópias foram vendidas. É ou não é f*dão?
Aqui estão, em .pdf e em inglês, as duas edições que deram origem ao primeiro longa-metragem da trilogia que vai sair da parceria Spielberg/Jackson.
- 11_Tintin_and_the_Secret_of_the_Unicorn

- 12_Tintin_and_the_Red_Rackhams_Treasure
Cada aventura é mais gostosa que a outra, cada uma em um país mais longínquo que o outro e todas envoltas em mistério, história, política e economia. Até tráfico de drogas entra na pauta. Uma história do repórter mais deliciosa que a outra.
No início dos anos 1980, Hergé convidou Steven Spielberg para uma conversa e disse que só ele poderia levar as histórias do jornalista. Trinta anos depois, o cara fez, em parceria com o diretor da saga Senhor dos Anéis e de O Hobbit, Peter Jackson.
Assisti ao filme na sexta-feira passada. Valeu muito a pena. Em alguns momentos, quem conhece as histórias percebe algumas discordâncias, torce o nariz. Eu torci pra coisas pequenas e adaptações no roteiro… Mas é como qualquer filme que adapta um livro ou uma HQ: quem é fã de algum personagem, tem que entender que a mídia é outra, o formato é outro; adaptações são necessárias. Às vezes, os diretores perdem a mão e assassinam características ou episódios cruciais para a definição da personagem. Acontece.
Ainda assim, se Hergé é precursor, Spielberg é mestre na arte de contar histórias de aventura. Não teve como não me render à qualidade do filme.
Queria escrever mais sobre o Tintim… mas cada edição da revista daria um post.
Demoraria muito pra descrever os alegres, atrapalhados e carismáticos personagens Milu, Capitão Hadock, Dupond e Dupont, Professor Girassol, Madame Kastafiore…
Pra terminar o post, deixo um making of do filme. E um pouco antes – por que não? – um episódio (em que Tintim conhece o beberrão, praguejador e engraçado Capitão Hadock) pra você sentir a atmosfera e ir ao cinema – VALE A PENA!



Caio,
Gostei muito da atmosfera de apresentação de Tintim.
E é claro, que vou assistir, depois de tanta recomendação…
Beijo!
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